segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A importância da Bíblia como a Palavra de Deus para a igreja e teologia

O texto bíblico apresentado chama a atenção sobre uma parte fundamental da revelação de Deus ao homem. A Palavra de Deus é uma “lâmpada” e “luz”. Quando interpretamos o termo “palavra” estamos reconhecendo dois aspectos bíblicos encontrados neste termo: o primeiro é a compreensão que Deus fala e esta comunicação é compreendida pelo homem; e o segundo aspecto é que no tempo do salmista, o conceito que o termo “palavra” significava também era as “palavras de Deus” reveladas por meio dos livros que eram reconhecidos como as “escrituras sagradas”. Mais tarde estes livros, que no tempo do salmista ainda estavam sendo escritos, foram reunidos naquilo que os judeus chamavam de “lei e profetas”. Após o tempo de Jesus, os apóstolos, e os discipulos dos apóstolos escreveram mais uma parte destas “palavras de Deus”, formando um compendio de livros que é reconhecido como um livro apenas, e chamado de Bíblia. A Bíblia então reune os escritos sagrados antes de Jesus e depois de Jesus, e Jesus é o que confirma a veracidade e autenticidade da Bíblia, porque sendo Ele, o Deus encarnado, tem a autoridade de confirmar. Jesus confirmou que a “lei e os profetas” que a Igreja chama de Velho Testamento são as “escrituras sagradas”, e autorizou a escrita de mais palavras inspiradas, naquilo que a Igreja chama de Novo Testamento. Com sua aparição e revelação no último livro da Bíblia, sendo o escritor um dos seus 12 apóstolos autorizados para levar suas palavras, Jesus confirma o final das escrituras sagradas, inclusive afirmando que ninguém poderia retirar nada do que foi escrito, nem mesmo acrescentar nada ao que foi escrito. O texto bíblico diz: (Apocalipse 22:18, 19) – “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro”. No verso 16 diz que “eu, Jesus”, então é Jesus terminando a Bíblia. Diante destes dois aspectos apresentados acima citados, a “palavra” do texto bíblico apresentado carrega em si o conceito de “palavra revelada” ao homem, de forma escrita. O salmista considerava que a palavra mencionada é para ele, e para os que leem uma “palavra inspirada” por Deus. Esta “palavra”, que considerando a ligação que Deus fez em sua sabedoria onisciente, era a lâmpada e a luz. Esta “palavra” tinha duas vertentes, sendo uma palavra pessoal e outra uma palavra universal, que utilizou a experiencia pessoal do salmista como forma de demonstrar uma verdade que é para toda humanidade em todos os tempos. A “palavra” deste salmos é com certeza a “palavra escrita”, além de ser a “palavra viva revelada”. Apesar de considerar a “palavra” como parte ou até integralmente a palavra escrita, isto não retira a revelação que a palavra escrita pode produzir individualmente em cada leitor. Aqui introduzimos a afirmação que a Bíblia era, ainda é, e será importante para a revelação de Deus ao homem, consequentemente é importante para a Igreja, que é o povo de Deus, e para a teologia que é o estudo de Deus. No caso da teologia, somente podemos considerar um estudo de Deus, partindo do pressuposto que Deus se revela a nós, pois não existe em nós a capacidade de conhecer e descobrir quem é Deus, sem Ele mesmo se revelar. Nossa incapacidade diante da infinitude do ser de Deus é um fato que nos coloca sem possibilidades de colher fatos e dados, sem um intervenção divina. Deus contudo em sua palavra escrita trouxe a possibilidade de investigação, incluindo a sua própria afirmação na Bíblia, que a criação é parte desta revelação. É por este motivo que podemos utilizar o exemplo deste salmista para chamar a atenção a importancia da “palavra de Deus” na vida prática de cada leitor. Este salmista apesar de estar consciente do duplo significado, ou seja, a palavra individual vivicante e a palavra escrita universal reveladora, ele não foi consciente da extensão de que estas suas palavras se tornariam, assim como provavelmente todos os escritores da Bíblia. Nós contudo como igreja, temos a revelação completa, por meio de Jesus, e de sua palavra terminada, e podemos considerar a afirmação do salmista como uma permanente verdade sobre a “palavra de Deus” escrita. A Bíblia sempre será a “luz” e a “lâmpada”, e por isto sempre será importante para os dias atuais, ou para atualidade da igreja, em qualquer lugar ou tempo que viver. Ainda reafirmando este conceito de importancia, colocamos alguns pressupostos que confirmam esta importancia. O primeiro pressuposto que é necessário considerar é que a Bíblia é a “palavra de Deus”. Este é o primeiro aspecto que precisa ser considerado, pois se a Bíblia não é a “palavra de Deus”, então ela deixa de ser importante para a Igreja e a Teologia. Se considerarmos que a Bíblia apenas contêm a “palavra de Deus”, poderiamos selecionar aquilo que nos convêm, e transformariamos a Bíblia num livro relativista e sem autoridade. Cada um poderia criar sua teologia, e usar a Bíblia como um ambiente de opiniões, e não de afirmações. Ela se tornaria apenas um auxílio, não o fundamento. O primeiro pressuposto para que a Bíblia seja importante para a Igreja e para a Teologia, é que a Bíblia é a Palavra de Deus. Sendo ela a palavra de Deus, ela foi, é e será, a palavra de Deus eterna. Sempre esta palavra será a palavra de Deus. Grudem diz que a Palavra de Deus em forma escrita é o “ponto de convergência” de todo estudo teológico . Esta afirmação demonstra a certeza que os teólogos tem de que sem a Bíblia, não haveria uma teologia que poderia estar unida e unindo o povo de Deus. O segundo pressuposto para demonstrar a importancia da Bíblia na Igreja, que são todos os “nascidos de novo” ou “cristãos” vivos na atualidade, e na teologia que é a ciência que os cristãos formaram e reutilizam para o estudo da revelação de Deus ao homem, é que a Bíblia é atual e é eficaz. A Bíblia em outro texto afirma: “a palavra de Deus é viva e eficaz” . Como a Bíblia que é a palavra revelada escrita de Deus é viva, e além disto é eficaz em produzir o que ela foi destinada a revelar, como diz em “minha palavra não volta vazia, mas...” ; então a palavra de Deus pode adquirir um sentido individual e contextualizada para cada leitor. A Bíblia não está desatualizada e ineficaz, ela se adapta ou se contextualiza, para cada tempo, época, história, povo e lingua. Grudem afirma que apesar de podermos ouvir a Deus, falando conosco pessoalmente, a Bíblia é a forma de termos a “certeza da total exatidão de nossa compreensão, memória e subsequente relato delas.” A Bíblia confirma qualquer tipo de compreensão do que Deus tenha falado a nós. Este aspecto inclui uma afirmação de Erickson que diz que a doutrina é uma ligação entre a verdade e a experiência . A experiência é uma das característica daquilo que é chamado de pós modernidade, com uma enfase para a confirmação da verdade, por meio dos fatos experimentados. Sendo a Bíblia viva e eficaz, ela torna-se parte das experiências vividas dos leitores, muitas vezes é ela que cria as experiências. O testemunho que faz parte da liturgia dos cultos, fortalece a importancia da Bíblia, quando os cristãos demonstram como a Bíblia influência suas experiências. Erickson ainda afirma: “A Bíblia é a constituição da fé cristã: ela especifica em que se deve crer e o que se deve fazer” . Com esta afirmação, Erickson demonstra como a Bíblia é prática, porque é um manual de conduta. A capacidade da Bíblia estar viva e eficaz, é uma realidade não somente natural, mas principalmente espiritual, pois Deus está falando por meio das “escrituras sagradas” em todo tempo que alguém de coração busca a voz do Senhor. É um compromisso divino com o homem, pois é sua própria forma de revelar-se, utilizando um texto escrito, já planejado e organizado para apresentar sua Verdade, em todas as facetas que a compreensão humana consegue entender. É importante lembrar, que a capacidade humana de compreensão é limitada, diante da infinidade da mente do Senhor, portanto Deus tem que limitar sua revelação ao nível da compreensão humana, sendo assim antrópica. Parte desta compreensão humana é simbológica, mas isto não uma dificuldade para a compreensão é apenas uma ampliação do ambiente de compreensão, devido a nossa limitação em relacionar o mundo espiritual com nosso mundo terreno e visivel. Deus então mostra algo que não conhecido, com o que é conhecido por nós. Ainda dentro deste primeiro aspecto, ou seja, que a “palavra de Deus” ou a “Bíblia” é “viva e eficaz”, e que afirmamos como fundamental para compreensão da importancia da Bíblia na atualidade, seja para a Igreja, ou seja para a Teologia, também devemos lembrar que existe uma diferença no original grego para o termo “palavra”. O Novo Testamento que de uma forma geral apresenta uma explicação de tudo que é revelado no Velho Testamento, pois as duas partes se complementam e se explicam, apresenta duas palavras para o termo “palavra”, na lingua grega, que foi a lingua original de quase todo Novo Testamento. Estas palavras são “rhema” e “logos”. Apesar de serem palavras gregas diferentes, são traduzidas normalmente por “palavra” e no caso do tema em discussão, podem adquirir o sentido da “palavra escrita”, que chamamos de Bíblia. Estes dois termos são então importantes na compreensão da importancia da Bíblia, pois reforçam as duas características da “palavra revelada de Deus”. O Rhema é uma faceta do termo “palavra” que significa: “palavra vivificante” ou uma “palavra que é viva”. O segundo termo “logos” já tem um significado diferente, pois significa: “palavra que dá conhecimento” ou “o conhecimento”. Estas duas palavras são interessantes na compreensão da Bíblia como “palavra”, pois cria duas facetas: a faceta individual e a faceta coletiva. A Bíblia como Rhema é uma revelação individual, permanentemente atual e transformadora, pois é Deus falando no momento para o leitor. A Bíblia como Logos é uma revelação coletiva, pois é imutável e sem acepção de pessoas, pois é uma revelação que não muda, sendo a verdade absoluta. No conceito de Logos, entramos muito na idéia da compreensão da ética estabelecida por Deus, pois sendo imutável e prescritivo, a ética se torna normativa, universal e deontologica. Mas a faceta do Rhema que torna a Bíblia uma “palavra viva” que se contextualiza e aplicável para todo tipo de realidade histórica, considerando as tecnologias e culturas, cria a possibilidade da discussão dos aspectos individuais. Os aspectos individuais podem ser discutidos como parte da manifestação real e permanente de Deus na vida do ser humano. Deus então não escreveu uma “carta” e foi embora, Ele continua presente, explicando e ampliando a compreensão de suas palavras para os leitores. Nesta compreensão de presença divina, a interpretação das “palavras sagradas” pode adquirir um aparente relativismo, contudo os princípios fundamentais de seu caráter impedem a disvirtuação da compreensão. Considerando que o “amor” é a base do relacionamento entre Deus e os homens, a interpretação, deve sempre considerar o amor, como ponto de partida para o entendimento de conceitos, e do chamado “logos”. Também é importante observar que Deus chamou seu próprio filho de “logos”, no evangelho de João. Em João capítulo 1, verso 1 diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”; mais a frente no mesmo texto diz: (João 1:14) – “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”. Nos dois versículos a palavra Verbo é no original “Logos”, ou “palavra”. Os dois textos demonstram a vinda do Senhor Jesus Cristo, como o “logos” de Deus. Percebemos então que o “logos” também é vivo, mas é imutável, pois a revelação plena de quem é Deus. Jesus revelou em sua integralidade o caráter de Deus. Em outro texto vemos que Jesus “se esvaziou” da divindade, sendo um homem em plenitude, sem deixar de ser Deus. Mas sua revelação na terra, não demonstrou seus atributos de grandeza, mas demonstrou a “glória”, “graça” e “verdade” ou seus atributos de bondade. Como homens não podemos manifestar os atributos de grandeza de Deus, pois é parte de ser divino e nisto somos apenas semelhantes a Ele, mas podemos manifestar seus atributos de bondade, pois somos a sua imagem. Então considerando estes dois aspectos da revelação da “palavra de Deus” como vivificante e exclarecedora, ou Rhema e Logos, podemos reafirmar que a Bíblia continua sendo a revelação atual e eficaz para a Igreja e consequentemente para a teologia, que estuda a Deus na Bíblia. Na verdade, não existiria a teologia sem a Bíblia, pois a Bíblia que fundamenta todo conhecimento de Deus. Mesmo a teologia natural somente existe porque a Bíblia permite sua existencia, afirmando que “os céus proclamam a sua glória, e o firmamento as obras de suas mãos” e em Romanos 1:19, 20 diz: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis”. A teologia nunca pode pensar em existir sem a Bíblia, pois estaria rejeitando a autoridade de Jesus que fundamentou seus ensinamentos na Bíblia. Sendo Jesus, Deus na terra, não há como modificar o que Ele demonstrou como o verdadeiro e a forma correta de viver, ou de compreender a verdade. Um terceiro pressuposto que Erickson destaca é a que as crenças doutrinárias são essenciais no relacionamento entre o cristão e Deus . Este pressuposto é interessante observar, porque quando a Igreja e a Teologia buscam doutrinas que não estão fundamentadas na Bíblia, acabam afastando os cristãos e até mesmo os não cristãos da revelação verdadeira de Deus. A história demonstra isto através da formação de heresias e seitas que são uma realidade que fez a Igreja iniciar uma teologia sistemática em forma de credos e confissões. O estudo da Bíblia sempre foi a delimitação do que é certo e errado, ou do que é tolerável no relacionamento da Igreja com os membros que formam a Igreja, ou do relacionamento entre igrejas. Sem a Bíblia, a Igreja criaria uma teologia diferente para cada conflito ou para cada interesse que o grupo que forma a igreja desejasse. A Bíblia é um fundamento, que não permite uma modificação na forma como Deus demonstra que Ele é, e que Ele deseja que sejamos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Psicologia Positiva

Conforme Baumgardner, a psicologia principalmente por influencia da tese freudiana, começou a enfatizar ou a priorizar seus estudos nas reações negativas do ser humano. Como Freud afirmava que o ser humana reage a partir de seus desejos, que podem ser interpretados como egoístas, que do ponto de vista de Freud não eram egoístas, mas apenas naturais, então a busca da motivação humana passou por uma grande analise mais negativa que positiva. As reações que não beneficiavam a sociedade, ou o bem maior, acabaram sendo consideradas como negativas, mesmo que a ala freudiana busque justificar estas reações como naturais. Como a psicologia surgiu a partir do estudo do comportamento humano, mas tendo como principais pacientes, os que sofriam, os que tinham problemas mentais, os que tinham problemas psicológicos, enfim os “doentes”, então a psicologia inicialmente buscou respostas para os problemas e não para estudou as soluções ou os aspectos positivos da vida humana. Assuntos como amor, esperança, autruismo, esperança, e outros muitas vezes são considerado como assuntos religiosos ou morais, e não como comportamento humano. Além do aspecto empírico que levou a psicologia a estudar mais os aspectos negativos que os positivos, também a constatação que o ser humano é atraido pelo que está acontecendo de errado é outro fator de interesse. Nossas noticias de jornais ou da imprensa tem seu foco no que o homem faz de negativo, não do que faz de positivo. Isto demonstra como saber o que está errado é maior ou é mais atraente do que saber o que está certo. Também podemos incluir aqui o aspecto que o ser humano considera que a pessoa violenta e má é mais forte que a pessoa boa e pacifica. Talvez numa tentativa de sobrevivencia, com a ideia de que o “mais forte sobrevive” ou que “a lei do mais forte é a preservação da espécie”. Pensamentos assim impulsionam o interessa, e o que interessa é que o traz mais lucro ou mais popularidade. Nem sempre a ciencia segue o interesse do que é melhor para a humanidade, é mais comum seguir o que interessa aos grupos economicos ou de poder. Dentro disto, o interesse pela resolução de problemas para evitar custos ou para resolver as dores, ou ainda o interesse de controle e de poder, podem ter promovido uma psicologia negativa, ou de enfase no comportamento negativo do homem. É um fato que o homem se comporta negativamente, mas também tem comportamentos positivos. Diante então da realidade humana que são os atos de coragem, os atos de sacrificio em favor dos outros, o heroísmo, o amor, a busca da pacificação, o desejo da felicidade, e todos aspectos positivos da vida humana, a psicologia desenvolveu uma área que tem sido chamada de “psicologia positiva”. A psicologia que é o estudo do comportamento humano, não pode negar a existencia de comportamentos que produzem ações positivas. Esta realidade ou fenômeno não elimina os aspectos negativos do comportamento humano, nem nega a maldade do homem, apenas busca estudar o comportamento positivo do ser humano. Se existem motivos ou causas que fazem o homem reagir negativamente, há também motivos e causas que fazem o homem reagir positivamente. Alguns querem dar a psicologia positva uma visão de uma tentativa de diminuir os aspectos negativos, mas um estudo realista considerará o comportamento positivo do homem. Pode-se considerar as motivações, e até verificar que a motivação de um comportamento positivo é errado ou egoista, contudo isto somente será verificado após fazer uma análise mais profunda das reações positivas. Da mesma forma pode-se verificar motivações boas e autruistas em comportamentos negativos. Conforme a análise do que é a psicologia positiva podemos considerar que é interessante a ampliação dos estudos da psicologia considerando todos os tipos de comportamentos humanos, e não somente aqueles que são problemas ou que produzem doenças e crimes. O estudo daquilo que se chama de psicologia positiva pode ser também uma forma de descobrir quais os valores que promovem as reações positivas. Isto inclusive pode reafirmar a importancia da religião como fator de formação das reações positivas e dos comportamentos que são positivos para a sociedade humana. Considerando que a psicologia deve seguir um padrão de observação e de experimentação para descobrir a verdade, pois a psicologia é uma ciência, então o fenômeno comportamental das reações positivas do ser humano devem ser estudados, da mesma forma que as reações negativas. A determinação da natureza humana como boa ou má, não implica em negar as ações negativas ou positivas. Assim como é perigoso considerar que as reações negativas são apenas resultado de um instinto natural de sobrevivencia, também é perigoso considerar que as reações positivas são resultado de interesses egoístas. A tentativa de descobrir a natureza humana, é principalmente teológica, quando consideramos a Bíblia como a única regra de fé e prática, mas para a ciência isto é inaceitável, mas não implica que a ciencia não irá produzir estudos que auxiliem a confirmação da verdade. Pois a verificação cientifica se for honesta, irá produzir simplismente os fatos, que são verdadeiros em si. O maior perigo é as crenças contra Deus, que podem produzir resultados mentirosos, como considerar o homem um ser com natureza boa, e desconsiderar que os atos de bondade do homem não tem influencia divina. Podemos então ter resultados positivos ou negativos do estudo da psicologia positiva, isto não implica em negar esta parte dos estudos psicológicos. Como a Bíblia diz: “ouvi de tudo e retem o que é bom”. Aplicando este principio bíblico podemos considerar que as análises psicologicas do comportamento positivo irá produzir mais material para uma análise bíblica. A verdade bíblica não é modificada pela ciencia humana, pois somente será verdade, se a revelação de Deus demonstrar que é, mas a verdade está disponivel na criação. Considero que o aconselhamento pastoral é bíblico, pois tem como base os principios estabelecidos pela Bíblia. A visão do mundo então parte da interpretação que a Bíblia dá ao mundo, e não que nossa cultura, nossa compreensão ou nossas crenças determinam. O problema maior é que compreendemos ou interpretamos a Bíblia sempre influenciados pela nossa cosmovisão. É então um fato que podemos errar nas nossas interpretações bíblicas da verdade de um caso. A ciência pode ser uma aliada da igreja, quando verificamos as verdades da Bíblia nas descobertas cientificas. Isto inclui as descobertas da psicologia. Diante deste pressuposto de que a ciencia pode descobrir a verdade revelada na natureza, o aconselhamento pastoral pode utilizar da psicologia na prática do aconselhamento. Especialmente o estudo da psicologia positiva pode ajudar a entender o comportamento das reações positivas, para uma melhor análise das motivações do aconselhado. Dados como pesquisas com estatisticas auxiliam na compreensão de alguns comportamentos. A prática do aconselhamento pastoral é uma prática humana, portanto é influenciada pelo conhecimento que o conselheiro tem. Portanto a utilização de conhecimentos comprovados por metodos cientificos somente podem auxiliar, quando o conselheiro não deixa suas convicções bíblicas. A prática do aconselhamento pastoral pode então utilizar de dados cientificos, pode considerar as conclusões dos testes e pesquisas psicologicas, e pode ainda utilizar dos procedimentos criados para uma terapia. Como a psicologia é uma ciência que também é praticada pelos conselheiros cristãos, especialmente pelos pastores, pois antes da psicologia formal e moderna, os sacerdotes sempre foram os que faziam o aconselhamento das pessoas. A prática do aconselhamento pastoral sendo um procedimento verdadeiramente orientado pelo Espírito Santo, produzirá resultados positivos que a psicologia concordará, mesmo não aceitando os procedimentos não formais.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os Princípios Bíblicos são a ética e a moral dos Cristãos (Ética Cristã)

Para estabelecer o que é ética cristã, temos que distinguir entre uma ética cristã e uma que não é cristã. A ética cristã, assim como toda vida cristã se baseia no pressuposto que a Bíblia é a palavra de Deus e que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Quando falamos neste conceito reformista que fundamenta nossa teologia, e nossa prática de vida, incluímos a compreensão que nossa prática é nossa ética. A ética implica na forma como reagimos diante das decisões do dia a dia de nossa vida. Cada decisão que nos leva a praticar condutas são a nossa ética. Não temos uma conduta separada de nossa ética,mesmo que esta conduta não demonstra nossa aparente crença, ela demonstrará nossa real crença. Podemos dizer que somos cristãos, mas se não tivermos uma conduta conforme a Bíblia, não seremos cristãos, estamos enganando a nós mesmos. Portanto nossa ética é prática e visivel, não somente demonstrada por meio de um discurso. O discurso tem que ser igual a nossa prática ou conduta de vida. Considerando então que a Bíblia é nossa regra de fé e prática, ou de discurso e de conduta, então podemos afirmar que nossa ética é essencialmente normativa. Mas além de normativa ela é prescritiva, pois foi determinada antes da nossa conduta acontecer. Não formamos uma ética descritiva ou que é formada a partir das consequencias, pois para nós os “fins” não podem justificar os meios, os cristãos creem que os “meios” são parte dos princípios estabelecidos na Bíblia, e como consequencia creem que os “fins” serão os estabelecidos por Deus. Mesmos que estes fins ou resultados não sejam os desejados ou esperados. Nossa ética então tem que ser conduzida pela nossa fé, e não por nossa razão. É uma ética com princípios, que para nós produzem nossas normas de vida. Os princípios que são a moralidade de Deus, ou a forma como Deus estabelece o que é certo e errado, ou o que é bom e mal, é nosso padrão de conduta. Nos conduzimos como pessoas que confiam na sabedoria, na inteligencia, e no controle absoluto de Deus. Não rejeitamos o controle de Deus no estabelecimento da moral, Ele é o determinador, não a humanidade, não o “bem maior”. A idéia de um “bem maior” feri a soberania de Deus, que tudo controla. Ele já sabe antes de acontecer, o que vai acontecer, por isto Ele estabeleceu sua moralidade, já sabendo de tudo que irá acontecer até o último ato de um ser humano no final dos tempos. Sendo nossa ética normativa e prescritiva, ela também é categórica, pois não estabelecemos nosso comportamento ou conduta conforme uma hipótese, estabelecemos conforme a norma que é a moralidade de Deus. Não podemos ser hipotéticos, pois estaríamos criando a possibilidade de rejeitar uma norma de Deus, diante da situação. Temos que considerar e acreditar que a norma de Deus já tem todas as hipóteses ou situações que são necessárias para nossa conduta. Ou seja, Deus que é o Senhor das situações, já sabe como reagir em todas as situações, e já estabeleceu em suas normas estas situações. Uma realidade bíblica, é que não há nada de novo “debaixo do sol”, então as formas mudam, mas a moral não. O homem tem novas tecnologias, mas é o mesmo em reações. Por ultimo nesta análise de que é nossa ética cristã, a ética cristã é universal ou seja é para todos os homens. Deus não faz acepção de pessoas, então Ele estabeleceu as normas para todos, e não criou uma classe especial que tem outras normas. Os lideres, os poderosos, os ricos ou os pobres, os judeus ou os gentios, todos tem a mesma moralidade estabelecida por Deus. Não temos uma ética geral, que se adapta as necessidades de alguns que se consideram especiais, ou poderosos, ou deuses. Todos tem que se submeter a norma que Deus estabeleceu e sua moralidade que é baseada nos princípios de seus atributos de bondade, somente trazem amor e justiça. Agora que estabelecemos que nossa ética é baseada na norma que é a Bíblia, e a Bíblia determina o que é certo e errado, ou o que é a moral que Deus tem para o homem viver, consideraremos as diferenças entre a Ética e a Moral. Ética então é a busca humana de uma conduta correta, ou que produza o que é bom para o homem e sua sociedade. A Moral é a escolha do homem que estabelece o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mal. Como os cristãos consideram Deus o determinador, ou o Senhor, então a moral será ligada diretamente a Deus, ou ao que Deus determina como nossa moral. A Moral então é formada por princípios e normas, e a ética é a prática da moral. Os princípios são como a constituição, e as normas como as leis. As leis ou as normas se fundamentam na constituição ou nos príncípios. E os princípios geram as normas. É como o exemplo do princípio que é “amar”; devemos amar, mas amamos guardando os mandamentos. Guardar os mandamentos é a forma de amar, e a prática dos mandamentos é nossa ética. Podemos ter uma ética que pratica os mandamentos, mas a prática destes mandamentos não for com amor, então não será a ética cristã, pode ser uma ética baseada na ética cristã. Pois os mandamentos e o amor são juntos, para ser nossa moral, ou o que é certo diante de Deus. Então de forma resumida, as diferenças entre ética e moral são: ética é prática, e moral é crença; ética é conduta e moral é a formação dos princípios com as normas. Os principios e normas são diferentes, mas se complementam para formar nossa moral. Os princípios são o alicerce, e as normas as paredes; os principios são a atitude, e as normas as ações. Uma ação com a atitude errada, não é a moral certa, para ser a moral de Deus temos que agir e desejar como Deus quer.

sábado, 29 de março de 2014

As implicações éticas de Genesis 1:28

Em Gênesis 1:28 diz:E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. O texto de Genesis demonstra duas verdades bíblicas sobre a vontade de Deus para o homem na terra. Primeiro é a perpetuação da raça humana, através de tres verbos: Frutificar, multiplicar e encher. O segundo princípio é o governo sobre a terra, através de dois verbos: Sujeitar e dominar. O fundamento ético da vida cristã está numa frase reformada que diz: “A Bíblia é nossa única regra de fé e prática”. A nossa fé, ou nossa moral, nossas crenças, serão o padrão de nosso comportamento. Este comportamento que nossa “prática”, será uma ética prática e real. Apesar de muitas vezes a ética pregada não é a ética praticada, para o principio bíblico da honestidade, da verdade e da fidelidade, nossa verdadeira ética é a que praticamos. Então nossa regra de prática ou de comportamento é aquela que a Bíblia diz, considerando este principio fundamental de comportamento cristão, voltamos ao livro de Genesis no capítulo 1, verso 28 e verificamos que a Bíblia, ou Deus está determinando qual é a conduta que a raça humana tem que ter com relação a perpetuação da espécie humana e com o governo na terra. Estes dois principios implicam várias práticas humanas, por exemplo considerando primeiro o principio da perpetuação da raça humana, a constituição da familia é uma implicação ética. A familia que conforme a Bíblia é a forma determinada por Deus para perpetuar a raça humana, e segue um padrão mais amplo, pois a familia implica num casamento de macho e femea, ou homem e mulher. Então o homossexualismo na sua forma masculina ou feminina (lesbianismo), são contrários a perpetuação da raça humana, então são práticas que não estão na ética de Deus. A fecundidade implica em ter filhos, o numero de filhos não é uma determinação bíblica, mas se as familias diminuirem o numero de filhos, a ponto de implicar o desaparecimento ou a diminuição do enchimento da terra, então este numero pequeno já é uma implicação de desrespeito a ética de Deus. O numero de filhos pode implicar também o enchimento da terra, ou seja, a partir que o enchimento da terra, e isto pode ser compreendido também numa região especifica, então o numero de filhos pode ser menor. A perpetuação da raça humana então implica em dois principios que são implicações éticas: a familia, considerando aqui o casamento, e a geração de filhos. O segundo principio que é o governo humano na terra, implica a forma e a utilização. A forma de dominação é uma prática de sujeição, ou de estabelecer seu dominio e governo sobre todas as formas de vida na terra, incluindo também os elementos não animados. A sujeição é uma prática em processo de dominio, não é um dominio já estabelecido. Por isto, a forma como o homem sujeita a terra, deve também seguir os principios básicos do caráter de Deus: Bondade e Grandeza, os seus atributos. Na bondade pensamos em amor, justiça, paciencia, perseverança, alegria. Este principio significa agir assim com os animais, as plantas e tudo que implica o sistema de vida da terra, como o mar, as montanhas, rios, pedras, ar, enfim tudo que é a natureza viva na terra. Uma atitude então bondosa diante da terra, é uma implicação ética da autorização divina de governação na terra, pois também é importante lembrar outro principio biblico que diz ser “a terra e tudo que existe” pertencente ao Senhor. Se tudo é pertencente ao Senhor, então nosso governo ou dominio é de um mordomo e não de um proprietário. Não podemos fazer o que quisermos com a terra, temos que seguir a vontade de Deus, e seu padrão de carater. Além do governo no sentido de sujeição, temos no sentido de “dominio”, que seguiria o governo em si, ou a supervisão. O primeiro implica em sujeitar, a dominação que é ampliada, a medida que a raça humana cresce e precisa de mais espaço na terra, o segundo é que na área dominada, o homem tem uma responsabilidade de gerenciar de forma que a terra dominada continue num padrão estabelecido por Deus. As idéias então de sustentabilidade, em todos seus aspectos de sustentabilidade sem destruição do meio ambiente, e de proteção do meio ambiente, considerando o meio ambiente a terra. Os animais, as plantas e o ambiente terrestre dos seres vivos, todos são responsabilidade do ser humano, a partir que o homem utiliza da terra. Isto então implica também a poluição que pode afetar até areas não utilizadas pelo homem. Pois se utilizamos uma parte da terra, mas afetamos outra parte, a ordem de Deus implica em cuidar de “toda terra”. Diante então destas considerações, o homem tem que viver de forma que venha a cumprir o desejo de Deus, que é que toda terra seja cheia de homens dominando e governando a terra, mas não destruindo, mas sim sendo uma benção, pois quando Deus disse encontramos o texto biblico afirmando que é uma forma de abençoar. Deus abençoou dando ao homem a terra, então a terra na mão do homem é uma benção, mas isto somente será uma realidade se o homem agir conforme o carater de Deus, ou sua vontade. Toda benção implica numa responsabilidade, este seria um principio ético cristão ou bíblico.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Atitude de Cristo a base da ética cristã - Uma análise sobre Vorster

É interessante considerar que aquilo que alguns chamam de “pós modernidade”, é chamado conforme Vorster por alguns estudiosos como período “pós cristão”. A modernidade se caracterizou como uma “atitude contra o cristianismo” ou contra toda crença judaico-cristã, incluindo a moralidade. Apesar da ética cristã ter sido ainda a reinante no período moderno, a idéia evolucionista foi criando um afastamento do homem, de sua origem, pois o tornou um “animal evoluído” e não mais criado a “imagem e semelhança de Deus”. A medida que a ciência foi se distanciando da religião, e a tornando um elemento perigoso, o ser humano foi adquirindo uma nova visão que considerava a razão o determinador da verdade. Apesar da religião ter sido relegada, a própria ciência teve que se curvar para o fenômeno religioso que é humano, seja na psicologia, na história, na sociologia, ou na política. A ética cristã agora tem sido pressionada a se reformular, este é o pensamento de Vorster. Vorster considera que a ética cristã precisa ser repensada, mas em todo seu artigo, ele reafirma a autoridade da Bíblia como normativa e prescritiva. Ele faz uma ampla defesa da autoridade da Bíblia, como ponto fundamental da reformulação, diante do novo momento que a humanidade vive. Mas ele apresenta um aspecto importante nesta reformulação é aquilo que ele chama de “atitude”. Fazendo uma análise do texto: The attitude of Christ as a principle for modern Christian ethics seen from a classic Reformed perspective(A atitude de Cristo como princípio para a ética cristã modernas visto de uma perspectiva clássica reformada)de J.M. Vorster; verificamos Vorster fazendo uma análise até chegar ao termo em destaque: “atitude”. Ele diz que a sociedade, deixou para trás o conceito cristão, talvez sua conclusão seja considerando que a razão venceu a fé. Mas é importante observar que as manifestações religiosas atuais, demonstram que o que acontece na Europa e na América do Norte não é exatamente o que está acontecendo no resto do mundo. Se o racionalismo e liberalismo atacaram frontalmente a fé cristã, o mesmo não aconteceu no resto do mundo. O que talvez possa ser observado é que estes que dominaram e colonizaram querem ainda impor sua nova tendência ateísta e relativista ao mundo. Mas o que de fato tem conquistado o mundo é o hedonismo que está tentando sobrepujar a fé, ou criar um novo tipo de fé que exalta mais a felicidade que a forma para atingir a felicidade. Esta nova fé pós moderna ou pós cristã como diz Vorster, recria a moralidade, com uma nova “atitude” diante da vida. Esta nova fé não diminui a espiritualidade, mas reforça o simbolismo e a religiosidade, e também afasta a simplicidade e veracidade do evangelho. O mundo atual então repensa sua ética, e a teologia apresenta para a igreja novas teses para repensar a ética cristã, diante de novos fenômenos mundiais. Cupitt afirma que o mundo tem novas questões morais modernas, com o avanço da ciência e tecnologia. A Igreja também conforme Vorster deve repensar, mas considerando a tradição e a interpretação da Bíblia. Ele então começa a ligar a idéia de “atitude” ao conceito de ética cristã. Para Vorster a atitude e a conduta são os dois aspectos que devem ser estudados para entender a ética. Ele afirma que a atitude afeta a conduta, fazendo a ligação destes dois tópicos. Mas esta atitude é influenciada pela visão de mundo do ser humano. A visão de mundo é formada diante do impacto dos pontos de vista mundiais ou da cultura que o homem está incluído. Uma afirmação importante de Vorster é que não existe neutralidade de religião ou ideologia, na atitude do ser humano, o que irá afetar a conduta. Mais a frente em seu artigo, depois de apresentar várias opiniões sobre a Bíblia, que para ele é fundamental para determinar nossa ética, pois a Bíblia que fundamenta nossa crença, portanto determina nossa conduta. Mas esta conduta tem que também considerar a atitude, pois sem uma atitude que se “espelha” em Jesus Cristo, a conduta pode ser de forma certa, com a atitude errada. A conduta então apesar de toda ela conduzida pela Bíblia, não implica numa atitude conduzida pela Bíblia. A atitude então para Vorster é mais importante, pois ela deve ser a gera a conduta, e a que transforma a conduta numa ação bondosa e justa como Deus age. Vorster lembra que conforme Filipenses 2:5 a 11, a Igreja deve ter a mesma atitude que Jesus Cristo teve, pois sendo em forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus, mas tomou a forma de servo. Cristo então é o modelo para uma conduta, mas isto provém de sua atitude diante de Deus e dos homens. Vorster ainda afirma: “Cristo como o modelo final para a ação moral”. Ele apresenta os seguintes princípios que devem ser a atitude diante da “ação ética” ou “ação moral”. O primeiro princípio é a atitude do auto-sacrifício que inicia com o “esvaziamento”, pois Ele sendo Deus, tomou a forma humana. Este princípio para Vorster é fundamental pois demonstra que o cristão deve estar identificado com a humanidade, não se colocando como superior. O cristão então assim como Jesus deve ter misericórdia e compaixão, diante das limitações e erros dos homens. O segundo princípio é a atitude de servir, assim como Jesus que sendo o Senhor e Deus Soberano, se humilhou para servir aos homens. Esta atitude então também determina a “ação moral” da Igreja, que deve sempre estar pronta a servir a humanidade, independente dos erros e fraquezas dos homens que não conhecem a Jesus e daqueles que mesmo conhecendo sedem aos desejos carnais. O terceiro princípio é a atitude de humildade que em Jesus foi demonstrada em sua encarnação também, pois sendo Ele o Todo Poderoso, se submeteu para realizar a salvação da forma que deveria ser, e não da forma que seria menos sacrificial. Vorster diz que “assim como Cristo se humilhou, o cristão deve estar sempre preparado para ser o menos importante, de estar disposto à fazer sacrifícios para propósitos mais elevados e moralmente avançados.” O quarto princípio é a atitude de obediência, que novamente está refletida em Jesus em toda sua vida, iniciando com sua vinda em forma humana, até sua morte e morte de Cruz. Para Vorster este é o principal príncipio que demonstra que a ética cristã é de natureza deontológica, pois são os princípios que nos regem, não os fins (teleológica). O pragmatismo pode relegar a obediência a uma explicação racional e hedonismo relegar a obediência a condições egoístas. Jesus, contudo, demonstra uma obediência plena sem condições, e sem a necessidade de somente obedecer se houver um raciocínio aceitável. A obediência então demonstra a confiança e fé em Deus, em sua sabedoria e bondade, mesmo que os fatos demonstrem que seguir o padrão divino aparenta não ser o melhor. Concluindo Vorster demonstra que a ética cristã não está morta ou desatualizada, na verdade, sempre será atual e aplicável em todos os períodos da história humana. Contudo, ele salienta que sem a atitude de Jesus na vida da Igreja ou do Cristão, a conduta pode até ser cristã, mas não produzirá um resultado cristão. Poderíamos até lembrar-se de rebater de forma categórica a tese que diz: “os fins justificam os meios”; pois também temos que ter um “meio” para aplicá-la a ética cristã, é a atitude, e sem ela, os fins sem a atitude de Jesus, são falsos e errados. Podemos ter resultados certos, mas Deus que considera sempre o “como” nós agimos, também considera “porque” agimos, ou qual nossa atitude diante dos problemas que atormentam o mundo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Politicamente Certo ou Criando um certo para os incertos?

Depois que o conceito de respeito assumiu o nome de “politicamente correto” o mundo tem vivido um perigo, pois alguns dos pronunciamentos e atitudes é considerado a reação e o resultado. É uma nova forma de reformular o conceito que os fins justificam os meios. A mentira adquiriu um novo nome, e dizer a verdade ou agir segundo a verdade que alguém acredita é considerada como um erro. A mentira agora é parte daquilo que é chamado respeito, como se para respeitar alguém as pessoas tem que falar aquilo que “querem ouvir”, as pessoas então não precisam dizer a verdade, ou o que devem ouvir, as pessoas devem ouvir o que é interessante para a manutenção de uma pretensa paz ou de uma pretensa harmonia. O que não se considera é qual são as bases para esta paz ou esta harmonia, a verdade, ou os interesses dos que dominam as massas e os governos. Será que estes interesses ou estas crenças são as melhores para o mundo, ou apenas são as que mantêm as pessoas quietas e dominadas. Hoje um cristão está sendo perseguido e julgado por não acreditar nos conceitos da nova família, que não considera o padrão judaico-cristão, com um homem e uma mulher, com seus filhos. A nova família é um padrão contrário ao bíblico, mas o mundo diz que não se pode ir contra, pois assim estaríamos promovendo a discórdia. Mas que concordância há entre a luz e as trevas, entre a mentira e a verdade, entre o medo e o amor. O mundo tem criado um conceito de respeito baseado no medo, e nos interesses que podem ser políticos, religiosos ou econômicos. A base do respeito não está tendo lugar para a verdade, a verdade se tornou relativa para facilitar a mentira ser vista como verdade. A verdade que interessa é somente aquela que pode ser usada para que não promova nenhum tipo de perigo, ou que não crie barreiras para os interesses dos que controlam o sistema. Os fins não são mais importantes, a mentira então é apenas um fim, tornando a moral um aspecto de decisão pessoal e de decisão humana. Deus então é totalmente retirado das decisões, e da formação da moral. Deus se torna apenas um tipo ou símbolo para ser usado em favor dos interesses, mas somente utilizando aquilo que interessa. Uma pessoa impedir outra de “cair num abismo” não é mais analisada segundo o principio do amor, mas segue a análise do “interesse maior”, mesmo que esta atitude seja imoral ou criminosa. O tal do “bem maior” é o interesse dos que controlam, não da maioria. Mas mesmo que fosse da maioria, seria ainda o fator determinador do certo e errado? Neste caso, Deus deixa de ser considerado importante, e o homem se torna o seu próprio deus, encantando o enganador que no principio disse: “que nada, comendo deste fruto, não vai acontecer nada, você vai ser igual a Deus, e não vai morrer, como Deus disse. Deixa de ser tolo, faça o que você acha que é certo”. Apenas parafraseando o texto bíblico, é interessante como o homem prefere acreditar no enganador, no mentiroso, naquele que nunca demonstrou nenhum ato de amor ou de fraternidade, mas apenas usou e usurpou o homem. O homem se torna tão tolo, que acredita naquele que odeia a humanidade, e rejeita Aquele que ama e criou a humanidade, Aquele que tem poder para destruir, mas não destrói; Aquele que se fez homem, e deu um caminho para o homem ser salvo. Quem quer entender entenderá, quem não quer, e é cheio de preconceito, vai logo dizendo que é “religião”, que é conversa de fanático, que não deveria ficar colocando Deus nestas conversas. Mas então quem vai ser colocado nesta conversa? O diabo? Há desculpe talvez você não acredite no diabo, e é por isto que continuará a fazer o que os seguidores dele ensinam como “politicamente certo”. Este novo conceito de respeito cria um ambiente interessante para os poderosos, mas um ambiente perigoso para quem não está no poder, pois este pode ser considerado “dispensável”, “não importante”, ou ainda um “sacrifício para o bem maior”. Os poderosos, contudo consideram seus parentes e seus parceiros comerciais ou políticos como importantes, para o processo do “bem maior”, criando uma classe superior. O conceito de respeito então recria uma casta superior, e outra inferior, como o clero e o povo, ou a nobreza e a plebe, da idade média. Se alguém fala ou age de forma que venha a trazer inconvenientes, esta pessoa pode ser considerada um perigo para a sociedade e assim poderia ser eliminada. Eu estou certo, que as incertezas são a maior forma de controlar. Que os incertos seguem a politica dos que dizem estar certos, não baseados na certeza de uma palavra divina, mas sim na certeza de que os atos irão trazer beneficios para si mesmos e para seu grupo. Quem está certo, voce pergunta? Eu somente repito as palavras de alguém que ou voce o considera certo, ou voce o considera um louco? Ele disse: "Eu sou a Verdade". Ele não disse "Eu sou uma verdade", Ele afirmou de forma absoluta. Sabe o nome dele: JESUS CRISTO. Agora provavelmente voce que odeia Jesus, e que é cheio de preconceitos formados por mentirosos que querem afastar voce da verdade,sim, voce irá dizer que coisa de religião que eu disse. É Religião, mas é a verdadeira, a outra que voce que nega a Jesus diz, é outra Religião também. Então estamos sempre falando de religião. Mas Jesus se faz religião, nos ligando a Deus, e sendo nossa verdade. Nossa ação então deverá ser conforme Jesus, e não o tal "politicamente certo" que o mundo está ensinando.

sábado, 21 de setembro de 2013

A arqueologia Bíblica e o pressuposto da revelação universal

A arqueologia tem que ser aceita assim como todas as ciencias humanas como uma ferramenta de interpretação e de compravação desta interpretação do significado bíblico. Contudo a revelação do significado da mensagem divina que está na Bíblia não é fundamentalmente uma revelação natural e física, apesar de ser antrópica,pois os homens precisam de compreender a mensagem. O homem não compreenderá uma mensagem que Deus comunique, se Deus não comunicar de formas compreensiveis ao sentido humano. O homem tem sentidos que percebem o mundo, mas também tem um sentido metafísico e/ou espiritual que também se comunica com Deus, ou que Deus se comunica com o homem. A comunicação divina então não é limitada a lógica e a razão, está também ligada a fé. A arqueologia pode dar fatos lógicos e racionais, contudo não pode incluir a fé, portanto a arqueologia assim como toda ciencia humana não pode ser a base da verdade ou do significado bíblico. A interpretação da Biblia tem que seguir o pressuposto que a compreensão do que está escrito na Bíblia é acessível a todos que podem ler ou ouvir as palavras da Bíblia. No tempo do Velho Testamento e mesmo uma boa parte da história humana, até o tempo moderno, os homens não eram alfabetizados,portanto não sabiam ler, isto no entanto, não foi motivo que impediu a interpretação ou a compreensão da Bíblia por pessoas comuns, pois a leitura pública e o ensino por meio de parábolas, provérbios, salmos e outras formas traziam a mensagem para o povo comum. Diante deste pressuposto que Deus é acessível a todos os seres humanos, pois Ele não faz acepção de pessoas, sua revelação também é acessivel, a partir do momento que ela é “apresentada” ao homem. Obviamente estamos diante do fundamento da comunicação que é tem que haver um comunicante e um comunicado, e a comunicação tem que existir, senão não existe comunicação. Mas esta comunicação é compreensivel, ou antrópica, pois Deus quer se revelar, não quer se esconder, contudo parte de sua revelação é simbólica, pois Deus promove a busca como forma de promover a sinceridade e a honestidade da compreensão humana. A arqueologia então não pode suprimir a fé, nem mesmo se tornar a fonte da interpretação, pois o contexto histórico é apenas uma realidade cultural, mas não é a fonte de revelação. O autor bíblico pode ter tido uma mensagem superior aos seu próprio conhecimento ou de seu povo, ou pode ainda ultrapassar um paradigma cultural, criando um novo conceito. Sua crença pode ser até uma contradição de um conceito cultural de sua história. A arqueologia assim como todo conhecimento científico humano, seja histórico, antropológico, psicológico, sociológico, filosófico, todo conhecimento não compromente a revelação universal de Deus,pois Deus se revela para todos, e todos podem compreender a mensagem de Deus. A Bíblia que é sua revelação escrita é compreensível a todos os homens, mesmo sem conhecimentos, os homens que ouvirem ou lerem a Bíblia poderão entender sua mensagem. O único impeditivo não é o conhecimento, é a comunicação, ou seja, o homem precisa "ouvir" ou "ler" esta mensagem escrita para compreende-la. Então como ouvirão se não há quem pregue? E eu acrescentaria: Como lerão se não há um livro traduzido em lingua compreensivel em suas mãos? Este é meu 51 texto do Blog!