segunda-feira, 7 de abril de 2014

Os Princípios Bíblicos são a ética e a moral dos Cristãos (Ética Cristã)

Para estabelecer o que é ética cristã, temos que distinguir entre uma ética cristã e uma que não é cristã. A ética cristã, assim como toda vida cristã se baseia no pressuposto que a Bíblia é a palavra de Deus e que a Bíblia é nossa única regra de fé e prática. Quando falamos neste conceito reformista que fundamenta nossa teologia, e nossa prática de vida, incluímos a compreensão que nossa prática é nossa ética. A ética implica na forma como reagimos diante das decisões do dia a dia de nossa vida. Cada decisão que nos leva a praticar condutas são a nossa ética. Não temos uma conduta separada de nossa ética,mesmo que esta conduta não demonstra nossa aparente crença, ela demonstrará nossa real crença. Podemos dizer que somos cristãos, mas se não tivermos uma conduta conforme a Bíblia, não seremos cristãos, estamos enganando a nós mesmos. Portanto nossa ética é prática e visivel, não somente demonstrada por meio de um discurso. O discurso tem que ser igual a nossa prática ou conduta de vida. Considerando então que a Bíblia é nossa regra de fé e prática, ou de discurso e de conduta, então podemos afirmar que nossa ética é essencialmente normativa. Mas além de normativa ela é prescritiva, pois foi determinada antes da nossa conduta acontecer. Não formamos uma ética descritiva ou que é formada a partir das consequencias, pois para nós os “fins” não podem justificar os meios, os cristãos creem que os “meios” são parte dos princípios estabelecidos na Bíblia, e como consequencia creem que os “fins” serão os estabelecidos por Deus. Mesmos que estes fins ou resultados não sejam os desejados ou esperados. Nossa ética então tem que ser conduzida pela nossa fé, e não por nossa razão. É uma ética com princípios, que para nós produzem nossas normas de vida. Os princípios que são a moralidade de Deus, ou a forma como Deus estabelece o que é certo e errado, ou o que é bom e mal, é nosso padrão de conduta. Nos conduzimos como pessoas que confiam na sabedoria, na inteligencia, e no controle absoluto de Deus. Não rejeitamos o controle de Deus no estabelecimento da moral, Ele é o determinador, não a humanidade, não o “bem maior”. A idéia de um “bem maior” feri a soberania de Deus, que tudo controla. Ele já sabe antes de acontecer, o que vai acontecer, por isto Ele estabeleceu sua moralidade, já sabendo de tudo que irá acontecer até o último ato de um ser humano no final dos tempos. Sendo nossa ética normativa e prescritiva, ela também é categórica, pois não estabelecemos nosso comportamento ou conduta conforme uma hipótese, estabelecemos conforme a norma que é a moralidade de Deus. Não podemos ser hipotéticos, pois estaríamos criando a possibilidade de rejeitar uma norma de Deus, diante da situação. Temos que considerar e acreditar que a norma de Deus já tem todas as hipóteses ou situações que são necessárias para nossa conduta. Ou seja, Deus que é o Senhor das situações, já sabe como reagir em todas as situações, e já estabeleceu em suas normas estas situações. Uma realidade bíblica, é que não há nada de novo “debaixo do sol”, então as formas mudam, mas a moral não. O homem tem novas tecnologias, mas é o mesmo em reações. Por ultimo nesta análise de que é nossa ética cristã, a ética cristã é universal ou seja é para todos os homens. Deus não faz acepção de pessoas, então Ele estabeleceu as normas para todos, e não criou uma classe especial que tem outras normas. Os lideres, os poderosos, os ricos ou os pobres, os judeus ou os gentios, todos tem a mesma moralidade estabelecida por Deus. Não temos uma ética geral, que se adapta as necessidades de alguns que se consideram especiais, ou poderosos, ou deuses. Todos tem que se submeter a norma que Deus estabeleceu e sua moralidade que é baseada nos princípios de seus atributos de bondade, somente trazem amor e justiça. Agora que estabelecemos que nossa ética é baseada na norma que é a Bíblia, e a Bíblia determina o que é certo e errado, ou o que é a moral que Deus tem para o homem viver, consideraremos as diferenças entre a Ética e a Moral. Ética então é a busca humana de uma conduta correta, ou que produza o que é bom para o homem e sua sociedade. A Moral é a escolha do homem que estabelece o que é certo e o que é errado, o que é bom e o que é mal. Como os cristãos consideram Deus o determinador, ou o Senhor, então a moral será ligada diretamente a Deus, ou ao que Deus determina como nossa moral. A Moral então é formada por princípios e normas, e a ética é a prática da moral. Os princípios são como a constituição, e as normas como as leis. As leis ou as normas se fundamentam na constituição ou nos príncípios. E os princípios geram as normas. É como o exemplo do princípio que é “amar”; devemos amar, mas amamos guardando os mandamentos. Guardar os mandamentos é a forma de amar, e a prática dos mandamentos é nossa ética. Podemos ter uma ética que pratica os mandamentos, mas a prática destes mandamentos não for com amor, então não será a ética cristã, pode ser uma ética baseada na ética cristã. Pois os mandamentos e o amor são juntos, para ser nossa moral, ou o que é certo diante de Deus. Então de forma resumida, as diferenças entre ética e moral são: ética é prática, e moral é crença; ética é conduta e moral é a formação dos princípios com as normas. Os principios e normas são diferentes, mas se complementam para formar nossa moral. Os princípios são o alicerce, e as normas as paredes; os principios são a atitude, e as normas as ações. Uma ação com a atitude errada, não é a moral certa, para ser a moral de Deus temos que agir e desejar como Deus quer.

sábado, 29 de março de 2014

As implicações éticas de Genesis 1:28

Em Gênesis 1:28 diz:E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. O texto de Genesis demonstra duas verdades bíblicas sobre a vontade de Deus para o homem na terra. Primeiro é a perpetuação da raça humana, através de tres verbos: Frutificar, multiplicar e encher. O segundo princípio é o governo sobre a terra, através de dois verbos: Sujeitar e dominar. O fundamento ético da vida cristã está numa frase reformada que diz: “A Bíblia é nossa única regra de fé e prática”. A nossa fé, ou nossa moral, nossas crenças, serão o padrão de nosso comportamento. Este comportamento que nossa “prática”, será uma ética prática e real. Apesar de muitas vezes a ética pregada não é a ética praticada, para o principio bíblico da honestidade, da verdade e da fidelidade, nossa verdadeira ética é a que praticamos. Então nossa regra de prática ou de comportamento é aquela que a Bíblia diz, considerando este principio fundamental de comportamento cristão, voltamos ao livro de Genesis no capítulo 1, verso 28 e verificamos que a Bíblia, ou Deus está determinando qual é a conduta que a raça humana tem que ter com relação a perpetuação da espécie humana e com o governo na terra. Estes dois principios implicam várias práticas humanas, por exemplo considerando primeiro o principio da perpetuação da raça humana, a constituição da familia é uma implicação ética. A familia que conforme a Bíblia é a forma determinada por Deus para perpetuar a raça humana, e segue um padrão mais amplo, pois a familia implica num casamento de macho e femea, ou homem e mulher. Então o homossexualismo na sua forma masculina ou feminina (lesbianismo), são contrários a perpetuação da raça humana, então são práticas que não estão na ética de Deus. A fecundidade implica em ter filhos, o numero de filhos não é uma determinação bíblica, mas se as familias diminuirem o numero de filhos, a ponto de implicar o desaparecimento ou a diminuição do enchimento da terra, então este numero pequeno já é uma implicação de desrespeito a ética de Deus. O numero de filhos pode implicar também o enchimento da terra, ou seja, a partir que o enchimento da terra, e isto pode ser compreendido também numa região especifica, então o numero de filhos pode ser menor. A perpetuação da raça humana então implica em dois principios que são implicações éticas: a familia, considerando aqui o casamento, e a geração de filhos. O segundo principio que é o governo humano na terra, implica a forma e a utilização. A forma de dominação é uma prática de sujeição, ou de estabelecer seu dominio e governo sobre todas as formas de vida na terra, incluindo também os elementos não animados. A sujeição é uma prática em processo de dominio, não é um dominio já estabelecido. Por isto, a forma como o homem sujeita a terra, deve também seguir os principios básicos do caráter de Deus: Bondade e Grandeza, os seus atributos. Na bondade pensamos em amor, justiça, paciencia, perseverança, alegria. Este principio significa agir assim com os animais, as plantas e tudo que implica o sistema de vida da terra, como o mar, as montanhas, rios, pedras, ar, enfim tudo que é a natureza viva na terra. Uma atitude então bondosa diante da terra, é uma implicação ética da autorização divina de governação na terra, pois também é importante lembrar outro principio biblico que diz ser “a terra e tudo que existe” pertencente ao Senhor. Se tudo é pertencente ao Senhor, então nosso governo ou dominio é de um mordomo e não de um proprietário. Não podemos fazer o que quisermos com a terra, temos que seguir a vontade de Deus, e seu padrão de carater. Além do governo no sentido de sujeição, temos no sentido de “dominio”, que seguiria o governo em si, ou a supervisão. O primeiro implica em sujeitar, a dominação que é ampliada, a medida que a raça humana cresce e precisa de mais espaço na terra, o segundo é que na área dominada, o homem tem uma responsabilidade de gerenciar de forma que a terra dominada continue num padrão estabelecido por Deus. As idéias então de sustentabilidade, em todos seus aspectos de sustentabilidade sem destruição do meio ambiente, e de proteção do meio ambiente, considerando o meio ambiente a terra. Os animais, as plantas e o ambiente terrestre dos seres vivos, todos são responsabilidade do ser humano, a partir que o homem utiliza da terra. Isto então implica também a poluição que pode afetar até areas não utilizadas pelo homem. Pois se utilizamos uma parte da terra, mas afetamos outra parte, a ordem de Deus implica em cuidar de “toda terra”. Diante então destas considerações, o homem tem que viver de forma que venha a cumprir o desejo de Deus, que é que toda terra seja cheia de homens dominando e governando a terra, mas não destruindo, mas sim sendo uma benção, pois quando Deus disse encontramos o texto biblico afirmando que é uma forma de abençoar. Deus abençoou dando ao homem a terra, então a terra na mão do homem é uma benção, mas isto somente será uma realidade se o homem agir conforme o carater de Deus, ou sua vontade. Toda benção implica numa responsabilidade, este seria um principio ético cristão ou bíblico.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Atitude de Cristo a base da ética cristã - Uma análise sobre Vorster

É interessante considerar que aquilo que alguns chamam de “pós modernidade”, é chamado conforme Vorster por alguns estudiosos como período “pós cristão”. A modernidade se caracterizou como uma “atitude contra o cristianismo” ou contra toda crença judaico-cristã, incluindo a moralidade. Apesar da ética cristã ter sido ainda a reinante no período moderno, a idéia evolucionista foi criando um afastamento do homem, de sua origem, pois o tornou um “animal evoluído” e não mais criado a “imagem e semelhança de Deus”. A medida que a ciência foi se distanciando da religião, e a tornando um elemento perigoso, o ser humano foi adquirindo uma nova visão que considerava a razão o determinador da verdade. Apesar da religião ter sido relegada, a própria ciência teve que se curvar para o fenômeno religioso que é humano, seja na psicologia, na história, na sociologia, ou na política. A ética cristã agora tem sido pressionada a se reformular, este é o pensamento de Vorster. Vorster considera que a ética cristã precisa ser repensada, mas em todo seu artigo, ele reafirma a autoridade da Bíblia como normativa e prescritiva. Ele faz uma ampla defesa da autoridade da Bíblia, como ponto fundamental da reformulação, diante do novo momento que a humanidade vive. Mas ele apresenta um aspecto importante nesta reformulação é aquilo que ele chama de “atitude”. Fazendo uma análise do texto: The attitude of Christ as a principle for modern Christian ethics seen from a classic Reformed perspective(A atitude de Cristo como princípio para a ética cristã modernas visto de uma perspectiva clássica reformada)de J.M. Vorster; verificamos Vorster fazendo uma análise até chegar ao termo em destaque: “atitude”. Ele diz que a sociedade, deixou para trás o conceito cristão, talvez sua conclusão seja considerando que a razão venceu a fé. Mas é importante observar que as manifestações religiosas atuais, demonstram que o que acontece na Europa e na América do Norte não é exatamente o que está acontecendo no resto do mundo. Se o racionalismo e liberalismo atacaram frontalmente a fé cristã, o mesmo não aconteceu no resto do mundo. O que talvez possa ser observado é que estes que dominaram e colonizaram querem ainda impor sua nova tendência ateísta e relativista ao mundo. Mas o que de fato tem conquistado o mundo é o hedonismo que está tentando sobrepujar a fé, ou criar um novo tipo de fé que exalta mais a felicidade que a forma para atingir a felicidade. Esta nova fé pós moderna ou pós cristã como diz Vorster, recria a moralidade, com uma nova “atitude” diante da vida. Esta nova fé não diminui a espiritualidade, mas reforça o simbolismo e a religiosidade, e também afasta a simplicidade e veracidade do evangelho. O mundo atual então repensa sua ética, e a teologia apresenta para a igreja novas teses para repensar a ética cristã, diante de novos fenômenos mundiais. Cupitt afirma que o mundo tem novas questões morais modernas, com o avanço da ciência e tecnologia. A Igreja também conforme Vorster deve repensar, mas considerando a tradição e a interpretação da Bíblia. Ele então começa a ligar a idéia de “atitude” ao conceito de ética cristã. Para Vorster a atitude e a conduta são os dois aspectos que devem ser estudados para entender a ética. Ele afirma que a atitude afeta a conduta, fazendo a ligação destes dois tópicos. Mas esta atitude é influenciada pela visão de mundo do ser humano. A visão de mundo é formada diante do impacto dos pontos de vista mundiais ou da cultura que o homem está incluído. Uma afirmação importante de Vorster é que não existe neutralidade de religião ou ideologia, na atitude do ser humano, o que irá afetar a conduta. Mais a frente em seu artigo, depois de apresentar várias opiniões sobre a Bíblia, que para ele é fundamental para determinar nossa ética, pois a Bíblia que fundamenta nossa crença, portanto determina nossa conduta. Mas esta conduta tem que também considerar a atitude, pois sem uma atitude que se “espelha” em Jesus Cristo, a conduta pode ser de forma certa, com a atitude errada. A conduta então apesar de toda ela conduzida pela Bíblia, não implica numa atitude conduzida pela Bíblia. A atitude então para Vorster é mais importante, pois ela deve ser a gera a conduta, e a que transforma a conduta numa ação bondosa e justa como Deus age. Vorster lembra que conforme Filipenses 2:5 a 11, a Igreja deve ter a mesma atitude que Jesus Cristo teve, pois sendo em forma de Deus, não considerou a igualdade com Deus, mas tomou a forma de servo. Cristo então é o modelo para uma conduta, mas isto provém de sua atitude diante de Deus e dos homens. Vorster ainda afirma: “Cristo como o modelo final para a ação moral”. Ele apresenta os seguintes princípios que devem ser a atitude diante da “ação ética” ou “ação moral”. O primeiro princípio é a atitude do auto-sacrifício que inicia com o “esvaziamento”, pois Ele sendo Deus, tomou a forma humana. Este princípio para Vorster é fundamental pois demonstra que o cristão deve estar identificado com a humanidade, não se colocando como superior. O cristão então assim como Jesus deve ter misericórdia e compaixão, diante das limitações e erros dos homens. O segundo princípio é a atitude de servir, assim como Jesus que sendo o Senhor e Deus Soberano, se humilhou para servir aos homens. Esta atitude então também determina a “ação moral” da Igreja, que deve sempre estar pronta a servir a humanidade, independente dos erros e fraquezas dos homens que não conhecem a Jesus e daqueles que mesmo conhecendo sedem aos desejos carnais. O terceiro princípio é a atitude de humildade que em Jesus foi demonstrada em sua encarnação também, pois sendo Ele o Todo Poderoso, se submeteu para realizar a salvação da forma que deveria ser, e não da forma que seria menos sacrificial. Vorster diz que “assim como Cristo se humilhou, o cristão deve estar sempre preparado para ser o menos importante, de estar disposto à fazer sacrifícios para propósitos mais elevados e moralmente avançados.” O quarto princípio é a atitude de obediência, que novamente está refletida em Jesus em toda sua vida, iniciando com sua vinda em forma humana, até sua morte e morte de Cruz. Para Vorster este é o principal príncipio que demonstra que a ética cristã é de natureza deontológica, pois são os princípios que nos regem, não os fins (teleológica). O pragmatismo pode relegar a obediência a uma explicação racional e hedonismo relegar a obediência a condições egoístas. Jesus, contudo, demonstra uma obediência plena sem condições, e sem a necessidade de somente obedecer se houver um raciocínio aceitável. A obediência então demonstra a confiança e fé em Deus, em sua sabedoria e bondade, mesmo que os fatos demonstrem que seguir o padrão divino aparenta não ser o melhor. Concluindo Vorster demonstra que a ética cristã não está morta ou desatualizada, na verdade, sempre será atual e aplicável em todos os períodos da história humana. Contudo, ele salienta que sem a atitude de Jesus na vida da Igreja ou do Cristão, a conduta pode até ser cristã, mas não produzirá um resultado cristão. Poderíamos até lembrar-se de rebater de forma categórica a tese que diz: “os fins justificam os meios”; pois também temos que ter um “meio” para aplicá-la a ética cristã, é a atitude, e sem ela, os fins sem a atitude de Jesus, são falsos e errados. Podemos ter resultados certos, mas Deus que considera sempre o “como” nós agimos, também considera “porque” agimos, ou qual nossa atitude diante dos problemas que atormentam o mundo.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Politicamente Certo ou Criando um certo para os incertos?

Depois que o conceito de respeito assumiu o nome de “politicamente correto” o mundo tem vivido um perigo, pois alguns dos pronunciamentos e atitudes é considerado a reação e o resultado. É uma nova forma de reformular o conceito que os fins justificam os meios. A mentira adquiriu um novo nome, e dizer a verdade ou agir segundo a verdade que alguém acredita é considerada como um erro. A mentira agora é parte daquilo que é chamado respeito, como se para respeitar alguém as pessoas tem que falar aquilo que “querem ouvir”, as pessoas então não precisam dizer a verdade, ou o que devem ouvir, as pessoas devem ouvir o que é interessante para a manutenção de uma pretensa paz ou de uma pretensa harmonia. O que não se considera é qual são as bases para esta paz ou esta harmonia, a verdade, ou os interesses dos que dominam as massas e os governos. Será que estes interesses ou estas crenças são as melhores para o mundo, ou apenas são as que mantêm as pessoas quietas e dominadas. Hoje um cristão está sendo perseguido e julgado por não acreditar nos conceitos da nova família, que não considera o padrão judaico-cristão, com um homem e uma mulher, com seus filhos. A nova família é um padrão contrário ao bíblico, mas o mundo diz que não se pode ir contra, pois assim estaríamos promovendo a discórdia. Mas que concordância há entre a luz e as trevas, entre a mentira e a verdade, entre o medo e o amor. O mundo tem criado um conceito de respeito baseado no medo, e nos interesses que podem ser políticos, religiosos ou econômicos. A base do respeito não está tendo lugar para a verdade, a verdade se tornou relativa para facilitar a mentira ser vista como verdade. A verdade que interessa é somente aquela que pode ser usada para que não promova nenhum tipo de perigo, ou que não crie barreiras para os interesses dos que controlam o sistema. Os fins não são mais importantes, a mentira então é apenas um fim, tornando a moral um aspecto de decisão pessoal e de decisão humana. Deus então é totalmente retirado das decisões, e da formação da moral. Deus se torna apenas um tipo ou símbolo para ser usado em favor dos interesses, mas somente utilizando aquilo que interessa. Uma pessoa impedir outra de “cair num abismo” não é mais analisada segundo o principio do amor, mas segue a análise do “interesse maior”, mesmo que esta atitude seja imoral ou criminosa. O tal do “bem maior” é o interesse dos que controlam, não da maioria. Mas mesmo que fosse da maioria, seria ainda o fator determinador do certo e errado? Neste caso, Deus deixa de ser considerado importante, e o homem se torna o seu próprio deus, encantando o enganador que no principio disse: “que nada, comendo deste fruto, não vai acontecer nada, você vai ser igual a Deus, e não vai morrer, como Deus disse. Deixa de ser tolo, faça o que você acha que é certo”. Apenas parafraseando o texto bíblico, é interessante como o homem prefere acreditar no enganador, no mentiroso, naquele que nunca demonstrou nenhum ato de amor ou de fraternidade, mas apenas usou e usurpou o homem. O homem se torna tão tolo, que acredita naquele que odeia a humanidade, e rejeita Aquele que ama e criou a humanidade, Aquele que tem poder para destruir, mas não destrói; Aquele que se fez homem, e deu um caminho para o homem ser salvo. Quem quer entender entenderá, quem não quer, e é cheio de preconceito, vai logo dizendo que é “religião”, que é conversa de fanático, que não deveria ficar colocando Deus nestas conversas. Mas então quem vai ser colocado nesta conversa? O diabo? Há desculpe talvez você não acredite no diabo, e é por isto que continuará a fazer o que os seguidores dele ensinam como “politicamente certo”. Este novo conceito de respeito cria um ambiente interessante para os poderosos, mas um ambiente perigoso para quem não está no poder, pois este pode ser considerado “dispensável”, “não importante”, ou ainda um “sacrifício para o bem maior”. Os poderosos, contudo consideram seus parentes e seus parceiros comerciais ou políticos como importantes, para o processo do “bem maior”, criando uma classe superior. O conceito de respeito então recria uma casta superior, e outra inferior, como o clero e o povo, ou a nobreza e a plebe, da idade média. Se alguém fala ou age de forma que venha a trazer inconvenientes, esta pessoa pode ser considerada um perigo para a sociedade e assim poderia ser eliminada. Eu estou certo, que as incertezas são a maior forma de controlar. Que os incertos seguem a politica dos que dizem estar certos, não baseados na certeza de uma palavra divina, mas sim na certeza de que os atos irão trazer beneficios para si mesmos e para seu grupo. Quem está certo, voce pergunta? Eu somente repito as palavras de alguém que ou voce o considera certo, ou voce o considera um louco? Ele disse: "Eu sou a Verdade". Ele não disse "Eu sou uma verdade", Ele afirmou de forma absoluta. Sabe o nome dele: JESUS CRISTO. Agora provavelmente voce que odeia Jesus, e que é cheio de preconceitos formados por mentirosos que querem afastar voce da verdade,sim, voce irá dizer que coisa de religião que eu disse. É Religião, mas é a verdadeira, a outra que voce que nega a Jesus diz, é outra Religião também. Então estamos sempre falando de religião. Mas Jesus se faz religião, nos ligando a Deus, e sendo nossa verdade. Nossa ação então deverá ser conforme Jesus, e não o tal "politicamente certo" que o mundo está ensinando.

sábado, 21 de setembro de 2013

A arqueologia Bíblica e o pressuposto da revelação universal

A arqueologia tem que ser aceita assim como todas as ciencias humanas como uma ferramenta de interpretação e de compravação desta interpretação do significado bíblico. Contudo a revelação do significado da mensagem divina que está na Bíblia não é fundamentalmente uma revelação natural e física, apesar de ser antrópica,pois os homens precisam de compreender a mensagem. O homem não compreenderá uma mensagem que Deus comunique, se Deus não comunicar de formas compreensiveis ao sentido humano. O homem tem sentidos que percebem o mundo, mas também tem um sentido metafísico e/ou espiritual que também se comunica com Deus, ou que Deus se comunica com o homem. A comunicação divina então não é limitada a lógica e a razão, está também ligada a fé. A arqueologia pode dar fatos lógicos e racionais, contudo não pode incluir a fé, portanto a arqueologia assim como toda ciencia humana não pode ser a base da verdade ou do significado bíblico. A interpretação da Biblia tem que seguir o pressuposto que a compreensão do que está escrito na Bíblia é acessível a todos que podem ler ou ouvir as palavras da Bíblia. No tempo do Velho Testamento e mesmo uma boa parte da história humana, até o tempo moderno, os homens não eram alfabetizados,portanto não sabiam ler, isto no entanto, não foi motivo que impediu a interpretação ou a compreensão da Bíblia por pessoas comuns, pois a leitura pública e o ensino por meio de parábolas, provérbios, salmos e outras formas traziam a mensagem para o povo comum. Diante deste pressuposto que Deus é acessível a todos os seres humanos, pois Ele não faz acepção de pessoas, sua revelação também é acessivel, a partir do momento que ela é “apresentada” ao homem. Obviamente estamos diante do fundamento da comunicação que é tem que haver um comunicante e um comunicado, e a comunicação tem que existir, senão não existe comunicação. Mas esta comunicação é compreensivel, ou antrópica, pois Deus quer se revelar, não quer se esconder, contudo parte de sua revelação é simbólica, pois Deus promove a busca como forma de promover a sinceridade e a honestidade da compreensão humana. A arqueologia então não pode suprimir a fé, nem mesmo se tornar a fonte da interpretação, pois o contexto histórico é apenas uma realidade cultural, mas não é a fonte de revelação. O autor bíblico pode ter tido uma mensagem superior aos seu próprio conhecimento ou de seu povo, ou pode ainda ultrapassar um paradigma cultural, criando um novo conceito. Sua crença pode ser até uma contradição de um conceito cultural de sua história. A arqueologia assim como todo conhecimento científico humano, seja histórico, antropológico, psicológico, sociológico, filosófico, todo conhecimento não compromente a revelação universal de Deus,pois Deus se revela para todos, e todos podem compreender a mensagem de Deus. A Bíblia que é sua revelação escrita é compreensível a todos os homens, mesmo sem conhecimentos, os homens que ouvirem ou lerem a Bíblia poderão entender sua mensagem. O único impeditivo não é o conhecimento, é a comunicação, ou seja, o homem precisa "ouvir" ou "ler" esta mensagem escrita para compreende-la. Então como ouvirão se não há quem pregue? E eu acrescentaria: Como lerão se não há um livro traduzido em lingua compreensivel em suas mãos? Este é meu 51 texto do Blog!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A Concepção de Caos na Criação

A concepção de “caos” na palavra apresentada em Genesis 1.2 pode ser contextual, assim como já discutimos o termo “céu”. O termo “caos” produz no homem moderno um sentido de um “universo ou céu” desorganizado, ou em estado de total crise, como um ambiente de guerra ou de devastação. Quando então pensamos em “caos” ligamos logo a um motivo que criou este caos, torna-se natural então pensar que houve uma situação que criou este caos. Por este pensamento que criou-se a teoria da guerra angelical que produziu o caos, como forma de explicar a existência do caos, pois o caos no conceito moderno não encaixaria numa obra de Deus. Para então explicar a existência do caos, teria que ter acontecido um evento anterior que produziria o caos, mas isto não poderia ter sido um caos produzido por Deus, ou mesmo, o caos não seria a situação original da criação, pois o caos neste caso está sendo ligado ao mal. Mas e o conceito da cosmovisão contextual do texto bíblico, ou dos tempos de Moisés ou do antigo Egito? Quando olhamos para este período, o caos se torna um “ser” ou um “estado” personificado ou seja um tipo de “deus”. Este “deus” opõe-se a outro que seria o “cosmos”. O Caos seria um deus em estado desorganizado e o Cosmos um deus organizado. Como um dualismo que se contrapõe e ao mesmo tempo equilibra a existência do universo. Olhando por este aspecto, poderíamos interpretar o caos de Genesis 1.2 como um momento de desorganização, daquilo que já foi criado, ou ainda do momento de organização daquilo que estava sendo criado, como se fosse um momento físico de organização diante do desorganizado. Isto poderia ser apenas o próprio momento da criação, e não um tipo de recriação ou reorganização daquilo que tinha sido desorganizado, pois havia sido criado organizado antes. O pensamento que Deus teria que ter criado organizado é somente uma suposição, não um pressuposição lógica, na verdade, a idéia que o organizado foi organizado do desorganizado é até lógico no conceito físico que vivemos. Voltando ao pensamento contextual da época a idéia da reorganização também pode ser readmitida, pois o próprio pensamento de um caos gerado por um tipo de guerra espiritual anterior, é também o pensamento antigo, que ligava a possibilidade de seres estarem produzindo um caos, ou uma desorganização até que um Ser maior põe fim a desordem ou ao caos, estabelecendo a ordem, ou o estado atual do universo. Este pensamento cria a possibilidade uma nova desordem, ou de eminentes guerras entre os deuses, que possam tomar posse do domínio celestial e assim estabelecer uma nova ordem celestial. A idéia que o caos foi um descontrole de Deus, cria também uma hipótese de falibilidade de Deus, ou ainda de retirar de Deus o controle ou poder sobre o universo. É como se Deus tivesse perdido o controle, então o universo tivesse entrado em caos, ai Ele reconquistou. Mas isto retira de Deus sua onipotência, onisciência e O coloca como um “ser” presencial que é falível e é interferivel sua atuação. A idéia egípcia de um deus maior emergindo das águas ou de um mar pré-existente, também cria uma idéia de um deus inferior ou de um deus adormecido, que surge num momento que ele mesmo não criou ou não tinha poder de modificar. A idéia final do versículo que diz estar o cosmos “sem forma e vazio” pode trazer de novo o pensamento da destruição, mas pode ser o momento da “organização”. Percebemos então que estes dois pensamentos se contrapõe, mas também podem se completar, ou ainda podem se explicar. Também podem ser aplicados aos dois momentos históricos, ou seja, o período antigo dos tempos das escritas bíblicas e o período moderno da leitura do texto. Mas tempos que sempre considerar que a Bíblia não se submete ao pensamento humano, ela está relatando a verdade absoluta e eterna de Deus, portanto apesar do pensamento contextual seja ele moderno ou histórico, com certeza Deus não está submetido a uma sociedade de deuses, nem foi atingido por um episódio que não tinha controle, ou ainda nem perdeu o controle ou o governo da situação. Ele sempre será o Deus todo poderoso, soberano, onisciente, onipresente, e eterno.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Amor "Pervertido"

Eu convivi com um grupo de cristãos que criaram uma conceituação sobre o amor. Farei então um estudo de caso, criando uma apologética bíblica. Farei esta análise através de uma análise lógica, mas baseada não em conceitos humanistas, baseado nos conceitos que estão na Bíblia. Este conceito de amor que este grupo prega não demonstra um embasamento bíblico, mas demonstra uma lógica que eles desenvolveram num contexto fundamentalista de influência norte americana. Talvez possa auxiliar outros que estejam sendo influenciados por estes conceitos fundamentalistas de linha mais extremista e ufanista. Este conceito de amor busca a comprovação de que o amor pode ter uma demonstração “pervertida”. Apesar de a palavra “perversão” poder estar ligada a ideia de impureza sexual, o que de forma inconsciente, este conceito pode levar uma reação muito negativa e até com uma grande rejeição. A única ideia de perversão que podemos considerar como bíblica é a que está ligada ao conceito da “degradação do perfeito”. A perversão então seria que “uma criação original ou perfeita, por algum motivo se torna imperfeita ou destituída do estado original”. Considerando o conceito de que perversão é a modificação do estado original, podemos relembrar o grande conceito bíblico da criação, que foi criada perfeita, e com a “queda” ou a “entrada do pecado no mundo perfeito”, este pecado perverteu o estado original. Neste caso o original não precisa perder características de sua originalidade perfeita, mas sim obter características diferentes, e imperfeitas, ou ainda, fora do padrão de Deus. Ainda considerando esta linha de pensamento, podemos até pensar na possibilidade que esta tese pode ser bíblica, pois seria o pensamento que alguém poderia ter um “amor imperfeito” ou um “amor fora do padrão de Deus”. Se, entretanto, o conceito de perversão criar um pensamento de “impureza sexual”, este “amor pervertido” teria que ser um tipo de amor sexual, não emocional, mas ligado ao desejo sexual. O que observei no grupo citado é que o conceito está ligado no contexto deste grupo, a todo tipo de amor entre pessoas. Então é um amor relacional, e não físico. Portanto não poderia ser uma perversão sexual, no sentido de impureza sexual ou de prática sexual pecaminosa. Este poderia até ser parte deste conceito, mas não a totalidade, e somente poderia ser usado se tivesse uma comprovação de pecado sexual ou de desejo sexual pecaminoso. Não observei neste grupo que esta é uma compreensão bíblica, mas apenas oral, ou seja, é uma compreensão transmitida pela lógica do grupo, não pela fé em uma parte das Escrituras Sagradas. Infelizmente muitos dos cristãos não baseiam sua fé na Bíblia, mas numa lógica de uma liderança que diz ter tido a compreensão ou revelação bíblica. Neste caso nem é necessário provar esta “lógica bíblica” ou “doutrina bíblica”, pois a confiança na liderança é o fator gerador da fé, não a fé no que a Bíblia diz. Os cristãos de Beréia foram considerados mais “nobres”, porque buscavam sua fé na Bíblia, não na oralidade de Paulo, que era um apóstolo, e foi até um dos escritores da Bíblia. É de se destacar que eles confirmaram a palavra de Paulo, nos escritos do Velho Testamento, pois ainda não tinham o Novo Testamento, nem ainda o reconheciam como Bíblia. A aceitação de um conceito sempre deveria ser conforme a Bíblia, não “em cima” de uma revelação pessoal do líder, deveria sim ser a revelação pessoal do cristão, que convictamente entende as bases bíblicas. Diante desta introdução gostaria de rever este conceito, pois a minha pergunta é: “O amor pode ser pervertido?” e ainda outro pensamento, “O amor pode permanecer no ser humano após a degeneração do pecado?” Estamos diante de uma reflexão muito profunda, e até fundamental, pois muitos dizem que somente existe amor, se for cristão. O não cristão não pode ter amor? Para o grupo acima citado, na lógica deles, seria óbvio que a resposta seria que os não cristãos podem ter um amor, pois o amor pode ser pervertido, contudo é interessante que observei que neste grupo apesar da lógica determinar uma resposta em seqüência do pensamento reinante, não segue a lógica a resposta produzida, pois dizem que “somente cristão tem o amor”. Talvez a lógica seja que o não cristão não tem o "amor de Deus" e o cristão que tem o amor verdadeiro, pode ter uma perversão de relacionamento com alguém, e assim este amor ser pervertido. Neste caso então o amor não estaria no amor, mas no relacionamento. Se este fosse o caso, então o problema seria acertar ao relacionamento. Aqui podemos então buscar uma lógica neste grupo, e é interessante observar que eles ainda afirmam que existe o amor de Deus, que seria outro tipo de amor. Então haveria mais de um tipo de amor? Alguns teólogos buscam na etimologia da palavra amor, no Novo Testamento uma tese parecida ou até tenha sido a base deste raciocínio, é a tese dos três tipos de amor. Como a Bíblia no Novo Testamento foi escrita em grego, a língua grega tem três palavras para definir este sentimento ou emoção que é traduzida por amor, na língua portuguesa. São as palavras gregas: “Eros, Fileo e Agápe”. Eu sou um destes teólogos que consideram a revelação divina por meio de etimologia de palavras. As três palavras significam: Eros é o amor físico, ou seria mais uma paixão carnal e atração sexual; Fileo é o amor fraterno, ou amor determinado pela relação humana, por exemplo amor entre amigos, amor entre familiares, amor entre pessoas de um mesmo grupo social; por fim, temos o Agápe que é o amor divino, um tipo de amor que independe de um relacionamento, ele é proveniente de uma decisão de amar, e além disto provêm de uma influência direta de Deus. Neste caso este último amor somente poderia existir através de um relacionamento com Deus, o que nos levaria a concluir que somente um amor poderia ter o amor ágape. Mas os outros tipos: Eros e Fileo podem estar em pessoas que não tem relacionamento com Deus, pois seria um amor natural, baseado então no laço físico (corpo), ou no laço psicológico (alma). Poderiamos ter aqui uma ligação natural e uma sobrenatural, chamaríamos também de física e espiritual. O amor ágape seria então espiritual, mas proveniente de uma decisão natural, que está na alma do ser humano. Diante da tese dos três tipos de amor, a idéia que o amor somente está em Cristãos poderia ter um embasamento, considerando apenas o ágape, e este ágape não poderia jamais ser “pervertido”. Mas o amor fileo e eros poderia ser pervertido, ou melhor ser modificado de seu estado original, quando o homem foi criado. Seria então um amor que perdendo seu alvo original colocaria seu objeto de desejo (Eros) e de relacionamento (filéo) na pessoa “amada”. Neste caso este tipo de amor seria uma idolatria, tirando Deus do centro da vida do “pervertido”. Mas nunca poderia esta perversão afetar o amor ágape que provem de Deus, pois “Deus é amor”. Aqui também podemos responder que o amor Eros e Filéo estão no ser humana antes da regeneração em Cristo, e depois também. Mas o amor ágape somente pode ser experimentado através de um relacionamento com Deus. Aqui ainda poderíamos repensar o que é um relacionamento com Deus, seria apenas o novo nascimento ou melhor após o novo nascimento? Não seria antes, como o caso de Cornélio um gentio, centurião romano, que demonstrava um tipo de amor, senão parecido, talvez o próprio amor ágape. Não teria o homem a experiência de sentir o amor de Deus, quando se aproximasse dele, e então somente poderia permanecer com este amor, quando deixasse Deus ser o Senhor absoluto de sua vida, através da habitação do Espírito Santo? Creio que sim. Creio que a habitação é o fator gerador da permanência do amor de Deus, pois o Espírito Santo é Deus, e Deus é amor. Então temos o amor de Deus morando permanente em nós. Mas qualquer um que se aproximasse de Deus, e tivesse uma experiência, que pode não ser o novo nascimento ou conversão a Jesus, ainda poderia sentir o amor de Deus, e ainda poderia demonstrar este amor, pela influencia direta de Deus. Deus pode usar uma “mula”, como o caso de Balaão, então pode muito mais usar um ser humano, mesmo não regenerado, com seu amor fluindo através dele, o ser humano. Estudar o amor de Deus é uma reflexão a parte, e o faremos em outro texto. Muitos homens podem ter agido na humanidade usados ou influenciados pelo amor de Deus nestes homens, quando isto acontece é sobrenatural e também produz efeitos notáveis, que aproximam os seres humanos de Deus. Mas este amor de Deus, ou amor ágape pode demonstrar rejeição e medo? Com certeza o amor ágape não pode mostrar medo, pois a Bíblia diz que o “verdadeiro amor lança para fora o medo”. O medo não pode se relacionar com o amor de Deus, então quem demonstra medo quando se aproxima de outra pessoa, não está amando esta pessoa. Não teremos medo de pessoas que amamos, podemos ter cuidado ou zelo por esta pessoa que pode nos fazer mal, contudo medo não será nosso motivo gerador de afastar desta pessoa, será sim o amor este motivo. Afastamos-nos então de pessoas porque o amor assim nos orienta, para nosso bem? Não para o bem deles? Neste caso somente nos afastamos se o amor nos orientar a guardar a pessoa amada de um mal maior, como nos agredir ou agredir a si mesmo. Mas se a pessoa não quer agredir, ou se deseja estar conosco, porque nos afastar do amado? Chamo atenção a isto, pois o referido grupo que utiliza a idéia do amor pervertido, também tem a idéia de que os parentes devem deixar os parentes, quando estes parentes deixam o grupo. Usando textos como “quem não deixar pai e mãe por amor a mim, não é digno de mim”, o grupo promove quebras de relacionamento entre parentes; pais e filhos, irmãos, filhos e avós, etc. Poderia o amor ser promovedor de uma divisão? Ou ainda poderia o amor promover o total corte de relacionamento? Aqui estamos diante do tema da pergunta anterior não respondida: O amor pode rejeitar? Então vamos falar sobre o amor rejeitado.